Curioso o pensamento que temos quando estamos no auge dos nossos 15 anos. Achamos que sabemos de tudo. Achamos que nossas dores são as mais importantes, e que nossos problemas não têm solução. Fazemos tempestades em gotas d’agua, acreditamos que o mundo é um lugar cruel e injusto, queremos sempre ser os donos da razão. Achamos que o tempo passa demasiado devagar, e ansiamos pela maioridade. Ansiamos por sermos adultos. Donos de nós mesmos. Assim não precisaremos mais dar satisfação da nossa vida, nem pedir autorização dos responsáveis por nós, e que trabalharemos o suficiente para comprar e ter tudo aquilo que queremos. Aquilo que falhamos em ver, é que o tempo corre, como se tivesse doze pernas. Após os 15, o tempo cria asas, e daqui a pouco, você está sentado numa lanchonete, com 20 e tantos, quase trinta, com meia dúzia de amigos com quem ainda mantém contato, se perguntando o que foi que aconteceu com o tempo, e como foi que ele passou tão rápido. Neste ponto, nos seus so...